Cefaleia em salvas: o que é, sintomas e como tratar
A cefaleia em salvas é um tipo raro e extremamente doloroso de dor de cabeça, caracterizado por crises intensas e recorrentes. Entenda o que causa, quais os sintomas e as opções de tratamento disponíveis. 1
A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns na população, mas nem todas são iguais. Enquanto a enxaqueca é amplamente conhecida, a cefaleia em salvas é menos discutida, apesar de ser considerada uma das dores mais severas que existem. 2
Quem sofre com essa condição relata crises incapacitantes, que afetam a qualidade de vida, o sono e até a saúde mental. Entre os indicativos do quadro incluem-se dor latejante atrás do olho ou dor de cabeça severa durante a noite. 1
A seguir entenda quais são as características da cefaleia em salvas, os sintomas mais comuns, causas e opções de tratamento.
O que é a cefaleia em salvas?
A cefaleia em salvas é um tipo primário de dor de cabeça, classificada como uma cefaleia trigêmino-autonômica (TAC).1
Diferenciando-a da enxaqueca que pode afetar ambos os lados da cabeça, a cefaleia em salvas é estritamente unilateral, geralmente concentrada ao redor do olho, têmpora ou testa.1
Ela é considerada uma das dores mais intensas conhecidas na medicina, muitas vezes descrita como “uma facada no olho”.1
A condição é mais comum em homens (cerca de três vezes mais frequente entre esse público) e geralmente surge entre os 20 e 40 anos. Apesar de rara, pois atinge apenas 0,1% da população, ela causa impacto significativo, podendo causar inquietação intensa durante os episódios.
Outro aspecto curioso é que as crises tendem a ocorrer em períodos específicos do ano ou em horários semelhantes ao longo do dia, o que reforça a ligação com o relógio biológico do corpo. Muitos pacientes relatam que os ataques surgem à noite, pouco tempo após adormecerem, interrompendo o sono e prejudicando o descanso.1
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Quais são os sintomas comuns dessa cefaleia?
Como visto, os sintomas de cefaleia em salvas são intensos, o que diferencia o quadro da enxaqueca comum. A dor é unilateral e severa, sendo descrita como perfurante ou em queimação, geralmente ao redor do olho. Outros sintomas que atingem o mesmo lado da dor incluem1:
- Olho vermelho e lacrimejante (90% dos casos);1
- Nariz entupido ou coriza (84% dos casos);1
- Pálpebra caída ou inchada (59% dos casos);1
- Pupila contraída (miose).1
Esse quadro envolve uma escala de dor tão intensa que ao invés do repouso comum em pacientes com enxaqueca, as pessoas acometidas sentem-se agitadas e inquietas, se movimentando, balançando e até batendo na cabeça em busca de alívio da dor.1
Quais são as principais causas?
As causas da cefaleia em salvas ainda não são totalmente conhecidas, mas estudos indicam a participação do hipotálamo — região do cérebro responsável pelo relógio biológico —, o que explica a frequência dos ataques à noite ou em determinadas épocas do ano. 1
Também há envolvimento do sistema trigeminovascular e das fibras parassimpáticas, que provocam sintomas como lacrimejamento e congestão nasal. Fatores genéticos e alterações na vasodilatação cerebral parecem contribuir para o surgimento das crises, mas o gatilho exato para esse processo ainda não foi identificado. 1
Entre os possíveis fatores desencadeantes, embora não sejam causas diretas, estão o consumo de álcool, cigarro e algumas alterações no sono. Por isso, identificar e evitar situações que possam precipitar as crises faz parte do cuidado com a cefaleia em salvas. 3
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Quais são as opções de tratamento da cefaleia em salvas?
Por ser um quadro específico, o tratamento da cefaleia em salvas também costuma ser diferenciado. 1
Durante as crises, o objetivo é aliviar a dor de forma rápida. Para isso, os médicos podem recomendar métodos como a inalação de oxigênio ou medicamentos de ação rápida, sempre sob orientação profissional. 1
A inalação de oxigênio a 100%, feita por meio de uma máscara facial, é um dos métodos mais utilizados e pode proporcionar alívio em poucos minutos.Essa prática é geralmente segura, eficaz e bem tolerada, sendo considerada um recurso importante durante as crises. 1
Além de tratar a dor no momento da crise, muitas vezes é necessário investir em medidas preventivas para reduzir a frequência e a intensidade dos episódios. Nesses casos, o tratamento pode incluir o uso de medicamentos específicos e mudanças no estilo de vida, como evitar fatores que costumam desencadear crises. 1
Entre as abordagens preventivas, estão medicamentos que atuam no controle da atividade do sistema nervoso e na estabilização dos vasos sanguíneos cerebrais. A escolha do melhor tratamento depende do histórico de saúde e da frequência das crises de cada pessoa. 1
É importante reforçar que, diferente de outros tipos de dor de cabeça, como a enxaqueca ou a cefaleia tensional, analgésicos e anti-inflamatórios de uso comum nem sempre são eficazes contra a cefaleia em salvas. Por isso, ao notar sintomas compatíveis com esse quadro, o mais indicado é buscar a orientação de um médico para avaliação e escolha do tratamento adequado. 3
Em casos mais complexos, pode ser necessário combinar diferentes abordagens e até contar com o acompanhamento de outros profissionais de saúde, como neurologistas e psicólogos, para um cuidado mais completo e individualizado. 1
Vale lembrar que a cefaleia em salvas, embora rara, tem tratamento e controle, e o acompanhamento médico é essencial para melhorar a qualidade de vida de quem convive com a condição. O diagnóstico precoce e a identificação dos fatores que podem agravar o quadro ajudam a reduzir as crises e os impactos causados por elas.Para outras formas de dor de cabeça, como cefaleias tensionais, Spidufen® 770mg (ibuprofeno arginina) pode ser uma opção eficaz, com ação rápida no alívio da dor. Consulte a bula de Spidufen® e sempre siga as orientações do seu médico.4-5
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