Como aliviar a dor no pós-operatório e melhorar a recuperação
A dor no pós-operatório é uma resposta comum ao trauma cirúrgico e pode variar em intensidade e duração. O controle eficaz envolve estratégias farmacológicas e não farmacológicas, visando reduzir o risco de cronificação e melhorar a recuperação funcional.1-2
A dor no pós-operatório é um efeito colateral comum de cirurgias de diferentes tipos, mas não deve ser negligenciada.1-2
O quadro compromete o conforto, a mobilidade, o bem-estar, o sono e a recuperação do paciente. Portanto, é importante conhecer formas para aliviar, visando uma reabilitação segura e eficaz.1-2
Neste artigo, abordaremos os sintomas comuns no pós-operatório, os cuidados essenciais, quais são as opções de tratamento e manejo, e quando buscar orientação médica.
Como aliviar a dor no pós-operatório?
O alívio da dor no pós-operatório requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo analgésicos, técnicas anestésicas regionais, suporte psicossocial e orientação adequada. O manejo adequado reduz o risco de cronificação e melhora a qualidade de vida do paciente.¹
Técnicas como analgesia preemptiva, bloqueios regionais guiados por ultrassom e uso racional de opioides fazem parte da estratégia de manejo após a cirurgia. Também se destacam abordagens não farmacológicas, como psicoterapia e fisioterapia.¹
Outro aspecto relevante é que a intensidade nos primeiros dias pode predizer o risco de persistência do quadro. Pacientes com desconforto intenso no pós-operatório imediato têm maior chance de desenvolver condição crônica, o que torna fundamental a aplicação de protocolos eficazes de alívio nesse período para prevenir complicações.²
Na avaliação especializada são considerados fatores como dor no local da cirurgia, tipo de cirurgia e saúde mental para identificar a tendência ao desenvolvimento de dor pós-operatória persistente.³
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Quais sintomas são comuns em um pós-operatório?
No pós-operatório imediato são frequentemente observados sintomas como incômodo local, sensação de queimação, formigamento, fadiga e limitação de movimento. Em alguns casos, a dor pode se irradiar para regiões vizinhas ou apresentar componente neuropático.¹
Algumas pessoas ainda relatam alterações sensoriais, como hipersensibilidade e dor ao toque, especialmente em procedimentos mais invasivos. Estima-se que 40% dos pacientes experimentam desconforto intenso após a alta hospitalar, reforçando a necessidade de acompanhamento.1-2
Quais cuidados pós-operatórios são essenciais para minimizar a dor?
Entre os principais cuidados estão o uso correto de medicamentos prescritos, repouso adequado conforme orientações, acompanhamento com a equipe de saúde e adoção de medidas para evitar infecções ou inflamações, incluindo monitoramento e assistência multidisciplinar.¹
Já as estratégias específicas para prevenir a dor crônica incluem analgesia multimodal, anestesia regional e intervenções educacionais. A informação correta ao paciente sobre a dor esperada, técnicas de respiração e relaxamento e monitoramento do uso de medicamentos, especialmente se opioides, são fundamentais.1-4
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Quando a dor pós-operatória é considerada normal e quando se deve procurar um médico?
A manifestação de dor leve a moderada nos primeiros dias é comum e esperada no pós-operatório de muitos procedimentos cirúrgicos¹.
No entanto, se a dor piorar com o tempo, estiver associada a febre, secreção, vermelhidão ou inchaço intenso, é fundamental procurar avaliação médica o quanto antes. Mesmo na ausência desses sinais, a persistência da dor sem melhora após alguns dias também merece atenção clínica..¹
Assim, é sempre importante procurar ajuda profissional quando houver suspeita de complicação ou se o incômodo interferir de forma significativa nas atividades diárias.1-4
A dor que persiste para além de três meses pode indicar dor pós-operatória crônica (CPSP) e exige abordagem especializada.4
Existem remédios para aliviar a dor?
O alívio é possível com o uso de analgésicos comuns, anti-inflamatórios e anestésicos locais, a depender da intensidade e das recomendações médicas específicas.¹
Os analgésicos não opioides, especialmente os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como o ibuprofeno, são amplamente usados no contexto pós-cirúrgico devido à eficácia na redução da dor e inflamação, com menor risco de dependência e efeitos adversos em comparação aos opioides.1-5
Os AINEs contribuem significativamente para o controle da dor aguda e na prevenção do tipo crônico pós-operatória. O ibuprofeno combina eficácia analgésica e segurança, especialmente quando usados por períodos curtos e em doses apropriadas, sendo a primeira linha no manejo para sintomas leves a moderados.1-5
Em alguns casos, especialmente em casos crônicos, quando há componente neuropático, a terapia medicamentosa pode incluir adjuvantes, como antidepressivos e anticonvulsivantes.¹
Medicamentos como Spidufen® 770mg, composto por ibuprofeno arginina, promovem alívio rápido, com início da ação analgésica a partir de 5 minutos, sendo mais rápido que o ibuprofeno convencional. Considerando a necessidade de diferentes medicações nesse período, a melhor tolerabilidade gástrica, com menor risco de dano à mucosa gástrica, também é um diferencial positivo do ibuprofeno arginina.6-9
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Como os diferentes tipos de cirurgia influenciam no manejo da dor?
Alguns procedimentos cirúrgicos, como cirurgias no tórax (toracotomia), retirada da mama (mastectomia) ou amputações, têm maior chance de causar dor persistente após a cirurgia. Já cirurgias menos invasivas, como as realizadas por laparoscopia, tendem a provocar menos dor — embora o risco não seja totalmente eliminado.¹
Fatores como o tipo de anestesia, a duração da cirurgia e o quanto os tecidos são manipulados também influenciam na intensidade da dor. Em especial, cirurgias ortopédicas ou oncológicas podem causar desconforto por um período mais prolongado e exigem cuidados específicos.3
Entender como aliviar e controlar a dor após a cirurgia é essencial para uma recuperação mais confortável e para reduzir o risco de complicações. 1,3O manejo eficaz inclui cuidados médicos, intervenções personalizadas e medicamentos adequados como Spidufen® 770 mg, considerando sempre a prescrição médica. Converse com um profissional de saúde!
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