Cefaleia primária em facadas: entenda por que dói tanto e como aliviar
A cefaleia primária em facadas é uma dor súbita, breve e intensa, descrita como pontadas ou choques na cabeça, geralmente benigna e autolimitada. A origem está relacionada à hiperexcitabilidade das vias trigeminais e ocorre em episódios isolados ou agrupados, podendo afetar adultos e crianças.1,3-5
A cefaleia primária em facadas é um tipo de dor de cabeça intensa e súbita, descrita por quem sofre como “pontadas”, “agulhadas” ou “choques” repentinos. Apesar de durar poucos segundos, o impacto no bem-estar é significativo, causando desconforto e preocupação.1
Esse incômodo afeta até 35% das pessoas ao longo da vida, sendo mais comum em mulheres e em quem já apresenta enxaqueca.2
A seguir, entenda o que é essa condição, sintomas associados, quais são as causas, como é feito o diagnóstico e quais são as opções mais seguras e efetivas de tratamento.
O que é cefaleia primária em facadas?
A cefaleia primária em facadas, também chamada de dor de cabeça em pontadas e cefaleia tipo agulhada, é caracterizada por pontadas únicas ou em série, de forte intensidade, que surgem de forma espontânea e desaparecem rapidamente.1,3
De acordo com a International Classification of Headache Disorders (ICHD-3), cada facada dura até alguns segundos, pode ocorrer uma ou várias vezes ao dia e não está associada a lesões estruturais ou doenças secundárias.3
As pontadas podem atingir qualquer região do crânio, como frontal, temporal, parietal ou occipital, e mudar de lado entre os episódios. Embora geralmente isoladas, as crises podem ocorrer em pacientes já diagnosticados com enxaqueca ou outras cefaleias primárias.2
Quais são os principais sintomas associados?
Os sintomas da cefaleia primária em facadas são bem definidos nos estudos sobre o tema. Eles incluem:
- Dor súbita, em pontadas ou choques, com duração de 1 a 3 segundos (raramente até 10 segundos);
- Sensação de “agulhada” ou “pancada elétrica” na cabeça, sem lacrimejamento, congestão nasal ou outros sinais autonômicos;
- Intensidade de moderada a severa, podendo ocorrer de uma a várias vezes por dia.1,4
Alguns pacientes relatam episódios em rajadas curtas ou em dias consecutivos, seguidos de intervalos longos sem sintomas. Diferente das crises de enxaqueca, não há náusea, fotofobia intensa, nem sensibilidade à luz persistente.1,4
Em crianças e adolescentes, os episódios podem ser mais longos e menos típicos, com duração de até alguns minutos e eventual tontura ou mal-estar.5
Essa dor de cabeça é perigosa?
A cefaleia primária em facadas é, na maioria das vezes, benigna e autolimitada, não representando um risco neurológico direto. Entretanto, o diagnóstico deve sempre excluir causas secundárias, como nevralgias, inflamações ou distúrbios vasculares.1
Os sinais de alerta que exigem atenção especializada incluem:
- Dor sempre no mesmo ponto;
- Aumento progressivo da frequência;
- Associação com febre;
- Alterações visuais ou sintomas neurológicos.1,3
Nessas situações, exames de imagem, como ressonância magnética, são recomendados para descartar outras condições.3,5
Em crianças, o quadro tende a melhorar espontaneamente com o tempo. Em adultos, pode recorrer ao longo dos anos, especialmente em quem tem histórico de enxaqueca.4
Saiba mais: Qual a diferença entre cefaleia e enxaqueca? Veja sintomas e causas
O que causa a cefaleia em facadas?
Ainda não há uma causa única comprovada. As pesquisas mais recentes sugerem que essa situação ocorre por hiperexcitabilidade transitória das fibras nervosas do crânio, especialmente do nervo trigêmeo, que conduz os estímulos de dor da face e da cabeça.1
Também se considera que haja disfunção no processamento central da dor, o que pode gerar descargas elétricas espontâneas em regiões sensoriais do cérebro. Esse mecanismo é semelhante ao da enxaqueca, explicando por que ambas costumam ocorrer juntas.2,4
Outro fator possível é a participação do óxido nítrico (NO), substância envolvida na sensibilização de vias nociceptivas e na liberação de mediadores inflamatórios.2
Como identificar a cefaleia em facadas?
O diagnóstico dessa condição é clínico, baseado na descrição dos sintomas. Na avaliação, o médico neurologista considera:
- Duração curta (geralmente menos de 3 segundos);
- Ocorrência espontânea e imprevisível;
- Ausência de sinais autonômicos (como lacrimejamento ou congestão nasal);
- Ausência de lesões estruturais em exames de imagem.3
É importante diferenciar a cefaleia em pontadas de outras dores, como neuralgia do trigêmeo, cefaleia em salvas ou por estímulo frio. Na dúvida, o profissional pode solicitar exames para excluir causas secundárias.1
Qual é a duração das crises de cefaleia primária em facadas?
Cada “facada” costuma durar de 1 a 3 segundos, mas há relatos, ainda que raros, de crises com até 10 segundos de duração. Em algumas pessoas, os episódios se repetem diversas vezes ao dia ou em períodos de dias consecutivos.3
Uma pesquisa acompanhou pacientes por dois anos e constatou que 36% tiveram recorrência das crises nesse período. A presença de enxaqueca associada foi o principal fator de risco para recidiva.4
Assim, mesmo sendo de breve duração, o quadro pode se repetir e causar impacto no sono, na concentração e na qualidade de vida, exigindo acompanhamento e manejo adequados.1,4
Quem pode ter dor de cabeça em pontadas?
Esse incômodo pode afetar pessoas de qualquer idade, embora seja mais comum em adultos e em mulheres.1
Em crianças e adolescentes, os estudos demonstram prevalência entre 2,5% e 10% dos casos de dor de cabeça primária, com início médio entre 7 e 11 anos. Nessa faixa etária, o diagnóstico pode ser difícil, pois as crianças têm dificuldade em descrever o desconforto.5
Há indícios de predisposição familiar, sobretudo entre familiares com histórico de enxaqueca.2,5
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico clínico é realizado com base nos critérios da ICHD-3, que define a cefaleia primária em facadas como:
- Dor em pontada única ou em série;
- Duração de até alguns segundos;
- Frequência irregular (de uma a várias vezes por dia);
- Ausência de sintomas autonômicos;
- Exclusão de outras causas.3
Em casos atípicos, o médico pode solicitar exames complementares, como a ressonância magnética ou exames laboratoriais, especialmente em pacientes com dor unilateral fixa ou com fatores de risco vascular.1
Para crianças e adolescentes, é importante descartar causas infecciosas, inflamatórias ou neurológicas antes de confirmar o diagnóstico.5
Qual é o tratamento para a cefaleia primária em facadas?
Geralmente, não é necessário tratamento contínuo, pois as crises são autolimitadas e esporádicas.1
Entretanto, quando as pontadas são frequentes, intensas ou afetam o sono, a qualidade de vida e a produtividade do paciente, o uso de medicamentos pode ser indicado.1
A primeira linha terapêutica é a indometacina, um anti-inflamatório não esteroide eficaz em até 60% dos pacientes. A ação vai além do bloqueio da inflamação, envolvendo também a modulação de substâncias que sensibilizam o sistema nervoso, como o óxido nítrico.2
Para quem tem intolerância a indometacina, outras opções podem ser prescritas pelo médico, como inibidores seletivos de COX-2, melatonina, gabapentina e amitriptilina. Entretanto, a prescrição depende diretamente da avaliação médica.1
Em crianças, há relatos de melhora com doses ajustadas de indometacina, melatonina e até aquecimento local das mãos – uma forma não medicamentosa de aliviar as crises.5
Nos casos em que há dor persistente, o tratamento deve ser personalizado, podendo incluir estratégias preventivas e controle de fatores desencadeantes como estresse, privação de sono e fadiga.4
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O uso deve seguir orientação médica ou farmacêutica, respeitando a dose e a frequência adequadas para cada perfil de paciente.6-9
A cefaleia primária em facadas é uma dor intensa, porém passageira, que pode ocorrer isoladamente ou junto à enxaqueca. Embora não seja perigosa, ela deve ter avaliação médica para diagnóstico correto e controle.1,2
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Referências
1. Chandra, Ayush et al. 2025. Advances in Primary Stabbing Headache: Diagnostic Criteria, Epidemiological Insights, and Tailored Treatment Approaches. Disponível em: https://e-hpr.org/journal/view.php?number=906
2. Braca, Simone; Gimson, Amy; Goadsby, Peter. 2025. Primary stabbing headache in a tertiary headache centre. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12532831/
3. International Headache Society (IHS). 2018. The International Classification of Headache Disorders, 3rd edition (ICHD-3) – 4.7 Primary stabbing headache. Disponível em: https://ichd-3.org/other-primary-headache-disorders/4-7-primary-stabbing-headache/
4. Cho, Soohyun; Kim, Byung-Kun. 2025. Two-year prognosis of primary stabbing headache and its associated factors: a clinic-based study. Disponível em: https://www.epain.org/journal/view.html?volume=38&number=3&spage=332&vmd=Full
5. Reimer, Maria et al. 2024. Primary Stabbing Headache in Children and Adolescents. Disponível em: https://www.mdpi.com/2075-1729/14/2/216
6. Cajaraville, Juan Pérez. 2021. Ibuprofen Arginate for Rapid-Onset Pain Relief in Daily Practice: A Review of Its Use in Different Pain Conditions. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33531831/
7. Cattaneo, Dario; Clementi, Emilio. 2010. Clinical pharmacokinetics of ibuprofen arginine. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20925647/
8. Novalbos, Jesús Reina; Santos, Francisco Abad. 2006. La arginina mejora la eficacia y seguridad del ibuprofeno. Publicado em Actualidad en farmacología y terapêutica.
9.Bula Spidufen®, Zambon Laboratórios Farmacêuticos Ltda. Disponível em: https://spidufen.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Bula-SPIDUFEN.pdf
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SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. SPIDUFEN É UM MEDICAMENTO. SEU USO PODE TRAZER RISCOS. PROCURE O MÉDICO E O FARMACÊUTICO. LEIA A BULA.
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