
Como identificar a dor de cabeça em criança e quando se preocupar
A dor de cabeça em criança é mais comum do que se imagina, afetando cerca de 62% dos menores e adolescentes, de acordo com dados combinados de diversos estudos. As formas mais frequentes são a enxaqueca e a cefaleia do tipo tensional.1
A dor de cabeça em criança é uma queixa que pode gerar insegurança e preocupação em pais e cuidadores, inclusive pela dificuldade de entender as causas ou os sintomas, especialmente em idades em que não existe comunicação verbal.
Estima-se que 62% das crianças e adolescentes tenham ao menos um quadro de cefaleia nessas fases da vida, sendo predominantes a enxaqueca e a cefaleia tensional.1
A seguir confira as principais orientações especializadas sobre diagnóstico, tipos mais comuns, sinais de alerta, prevenção e tratamento da cefaleia infantil.
Quais são as causas de dor de cabeça em crianças?
As principais causas de cefaleia infantil incluem predisposição genética, fatores ambientais, privação de sono, estresse emocional, alimentação irregular, desidratação, atividade física intensa e excesso de estímulos como telas, luzes e sons intensos. As alterações hormonais e doenças infecciosas também podem estar associadas a episódios agudos.1,2
A intensidade e frequência das crises podem variar conforme a idade e o desenvolvimento: crianças menores tendem a apresentar dores de cabeça mais breves e menos frequentes, enquanto adolescentes podem ter episódios mais prolongados e intensos, frequentemente relacionados a fatores hormonais e maior carga escolar ou emocional.3
Essa diferença está ligada ao amadurecimento neurológico e às mudanças fisiológicas que ocorrem durante o crescimento, influenciando a sensibilidade aos gatilhos e à forma como a dor é percebida e relatada.3
Como identificar os sintomas de dor de cabeça infantil?
Reconhecer os sintomas da dor de cabeça infantil é essencial, já que nem sempre as crianças conseguem se expressar claramente. É comum relatar ou demonstrar sinais como:
- Irritabilidade;
- Cansaço;
- Falta de concentração;
- Sensibilidade à luz ou ao som;
- Náuseas e, em alguns casos, vômitos.3
As crianças menores que não se expressam verbalmente sobre os sintomas podem apresentar comportamentos anormais, como recusar brincadeiras ou preferir repousar em ambientes escuros, o que deve ser observado com atenção pelos pais e responsáveis.2
Quais são os tipos de dor de cabeça em criança mais frequentes?
Entre os tipos de dor de cabeça em criança destacam-se a enxaqueca, com prevalência de 11%, e a cefaleia tensional, que ocorre em 17% dos casos.1
A enxaqueca costuma ser pulsátil, unilateral ou bilateral, podendo durar de duas a 72 horas, muitas vezes acompanhada de náuseas e sensibilidade à luz. Em cerca de 3% dos casos são relatadas cefaleias em salvas, que podem incluir sintomas no mesmo lado da dor de cabeça, como lacrimejamento, nariz entupido ou escorrendo, queda da pálpebra e suor no rosto.1,3,4
Já a cefaleia tensional é descrita como uma pressão ou aperto difuso, geralmente relacionada a estresse ou tensão muscular.3
A cefaleia secundária merece atenção especial, pois pode indicar condições subjacentes mais graves, como infecções, alterações estruturais ou distúrbios neurológicos.3
Nesses casos, os sinais de alerta geralmente incluem febre, vômitos persistentes, início súbito de dor intensa, alterações neurológicas como convulsões ou déficit motor, desconforto que desperta a criança durante a noite, mudança progressiva no padrão da dor ou piora em determinadas posições.2,3
Esses sintomas exigem avaliação médica imediata para diagnóstico preciso e início rápido do tratamento adequado.4
Quando a cefaleia em crianças é motivo de preocupação?
Os sintomas ajudam a identificar quando se deve procurar um médico. Quando o desconforto surge subitamente com forte intensidade, acompanha febre, vômitos persistentes, alterações neurológicas, distúrbios visuais ou mudanças de comportamento, é imprescindível a avaliação especializada.2
Se a cefaleia for diária, noturna ou progressiva, também deve-se investigar possíveis causas secundárias. Esses sinais são alertas e precisam ser avaliados para descartar condições mais graves.4
Quais são os tratamentos recomendados?
O tratamento da dor de cabeça em crianças varia conforme o diagnóstico, incluindo as causas e a forma de manifestação.4
No manejo das crises de enxaqueca em crianças, o uso de analgésicos como o ibuprofeno pode ser considerado uma opção eficaz para alívio da dor, desde que utilizado nas doses adequadas e com orientação profissional. Diretrizes médicas reconhecem que, quando administrado corretamente, o ibuprofeno pode ajudar a reduzir a intensidade das crises em crianças e adolescentes.4
Além disso, intervenções não farmacológicas incluem repouso em ambiente silencioso, hidratação adequada e sono regular.3
Apenas em casos selecionados e sempre com orientação médica podem ser prescritos medicamentos triptanos, geralmente em adolescentes com quadros recorrentes de enxaqueca.4
Saiba também: A importância do sono na recuperação da dor
Como fazer a prevenção da dor de cabeça infantil?
A prevenção inclui adoção de hábitos saudáveis, como horários regulares de sono, alimentação balanceada, prática de atividade física e redução do tempo de exposição a telas.3
Manter um diário da dor ajuda a identificar gatilhos como alimentos específicos, estresse ou mudanças na rotina.2
Também é importante evitar o uso excessivo de medicamentos para prevenir cefaleia por abuso de analgésicos.4
O que fazer se a dor de cabeça persistir ou se agravar?
Quando a criança está sentindo muita dor de cabeça, apresenta episódios frequentes, persistentes ou que não respondem ao tratamento analgésico inicial, deve-se buscar avaliação especializada.2
O médico poderá revisar o diagnóstico, ajustar medicamentos ou indicar terapias adicionais. Em alguns casos, exames complementares são necessários para descartar causas secundárias.1
Quando a criança está reclamando de dores na cabeça, além de enxaqueca e cefaleia tensional que são as ocorrências mais comuns, podem estar associados casos de infecções, problemas de visão e distúrbios emocionais. Por isso, avaliação clínica detalhada é indispensável.3
A dor de cabeça em criança deve ser avaliada com atenção e responsabilidade, sem alarmismo. Entender as causas, identificar os sintomas, diferenciar os tipos e saber quando procurar um médico é fundamental para estratégias com foco no alívio rápido e prevenção de complicações.
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Referências:
1. Onofri, Agnese et al. 2023. Primary headache epidemiology in children and adolescents: a systematic review and meta-analysis. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9926688/
2. Khan, Adnan et al. 2025. Current Trends in Pediatric Migraine: Clinical Insights and Therapeutic Strategies. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11940401/
3. Szperka, Christina. 2022. Headache in Children and Adolescents. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9455826/
4. Oskoui, Maryam et al. 2019. Practice guideline update summary: Acute treatment of migraine in children and adolescents. Disponível em: https://www.neurology.org/doi/pdf/10.1212/WNL.0000000000008095
5. Cattaneo D, Clementi E. Clinical pharmacokinetics of ibuprofen arginine. Curr Clin Pharmacol. 2010;
6. Novalbos Reina J, Francisco-Abad S. La arginina mejora la eficacia y seguridad del ibuprofeno. Actualidad en farmacología y terapêutica. 2006,
7. Bula Spidufen®, Zambon Laboratórios Farmacêuticos Ltda.
8. Cajaraville JP. Ibuprofen Arginate for Rapid-Onset Pain Relief in Daily Practice: A Review of Its Use in Different Pain Conditions. J Pain Res. 2021.
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