Tensão pré-menstrual: como identificar sintomas e aliviar cólica menstrual

A tensão pré-menstrual inclui sintomas físicos, emocionais e comportamentais que surgem na fase lútea do ciclo e melhoram após a menstruação. A identificação considera a repetição cíclica e o impacto na rotina.1,2

A tensão pré-menstrual é frequente em mulheres em idade reprodutiva. Estima-se que a prevalência global seja de 47,8%, enquanto sua forma mais grave, o transtorno disfórico pré-menstrual, acomete entre 3% e 8% das mulheres em idade reprodutiva.2

A seguir, entenda o que é essa condição, quais sinais observar, quando os sintomas costumam aparecer e quais medidas podem ajudar no alívio, inclusive quando há cólica menstrual

Embora possam ocorrer em períodos próximos do ciclo, a TPM e a cólica menstrual não são a mesma condição. 

O que é tensão pré-menstrual?

A tensão pré-menstrual, conhecida popularmente como TPM, é um conjunto de sintomas físicos, emocionais ou comportamentais que surgem na fase lútea do ciclo menstrual, ou seja, após a ovulação, e tendem a melhorar pouco depois do início da menstruação.1

Também chamada de síndrome pré-menstrual, a TPM clinicamente relevante é caracterizada quando os sintomas interferem na rotina pessoal, social ou profissional, ocorrendo em um padrão cíclico que merece atenção.1

Quais são os sintomas da TPM?

Os sintomas de tensão pré-menstrual podem variar entre manifestações emocionais e físicas. Irritabilidade, ansiedade, humor deprimido, choro fácil e mudanças de humor estão entre os sinais emocionais recorrentes.1,2

Entre os sintomas físicos, destacam-se distensão abdominal, dor ou sensibilidade nos seios e dor de cabeça.1,2

Por que a TPM acontece?

A causa da TPM ainda não está totalmente esclarecida.1,2 

Estima-se que os sintomas estejam relacionados à forma como o sistema nervoso de algumas mulheres responde às variações normais de estradiol e progesterona ao longo do ciclo.1,2 

Também podem estar envolvidos mensageiros químicos do cérebro, como a serotonina e o GABA, além de metabólitos da progesterona. Fatores inflamatórios, genéticos e ambientais também vêm sendo estudados, mas seu papel ainda não está totalmente definido.1,2

Assim, a TPM não depende apenas dos níveis de hormônios circulantes.2 

Algumas mulheres parecem ser mais sensíveis às variações normais do ciclo, o que ajuda a explicar por que os sintomas são intensos em algumas pessoas e leves ou até inexistentes em outras.2

Quanto tempo dura a tensão pré-menstrual?

A TPM tem início na fase lútea, período que ocorre após a ovulação e antes da menstruação. Em geral, os sintomas costumam ser mais perceptíveis nos dias anteriores ao fluxo e melhoram após o início da menstruação.1,3

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Como saber se o que eu sinto é TPM?

Quando os sintomas se repetem de forma cíclica no período pré-menstrual, melhoram após o início da menstruação e passam a afetar as atividades diárias, a hipótese de TPM se torna mais provável.1,2 

Quando a dor é intensa, diferente do habitual ou persistente, a avaliação profissional é importante.1,2

Também é importante procurar atendimento quando os sintomas surgem durante todo o mês, pioram progressivamente ou comprometem significativamente a rotina.

Existe um diagnóstico para a TPM?

Sim. O diagnóstico considera a presença de sintomas físicos, emocionais ou comportamentais que aparecem de forma cíclica na fase lútea, em pelo menos três ciclos consecutivos, melhoram após o início do fluxo menstrual e causam prejuízo às atividades diárias. 1-3

Na forma mais grave, o transtorno disfórico pré-menstrual envolve sintomas emocionais intensos e prejuízo clinicamente significativo.1,2

Como aliviar os sintomas da TPM?

Entre as medidas não farmacológicas, o exercício físico regular e a terapia cognitivo-comportamental podem ser considerados como possibilidades dentro de um plano individualizado, especialmente em caso de sintomas leves a moderados.1,2

Quais remédios podem ser usados para a TPM?

Para sintomas emocionais moderados a graves, inibidores seletivos da recaptação de serotonina podem ser considerados como tratamento farmacológico, com avaliação profissional individualizada.1,2

Em alguns casos, contraceptivos hormonais combinados podem ser considerados como alternativa terapêutica para alívio dos sintomas da TPM, sempre após avaliação profissional individualizada.1,2

É importante lembrar que a cólica menstrual pode ocorrer próximo ao período da TPM, mas é uma condição distinta, relacionada principalmente às contrações do útero durante a menstruação.4

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Leia também: Sintomas de cólica menstrual: veja os mais comuns e o que fazer para controlar

O que comer e o que evitar durante a TPM?

A alimentação pode interferir nos sintomas da TPM, mas a relação não é simples, nem igual para todas as mulheres.3

Uma alimentação equilibrada pode incluir alimentos frescos e pouco processados, com carboidratos complexos, frutas, verduras, legumes e grãos integrais. A dieta também pode incluir fontes de cálcio, como iogurte e folhas verdes.3

Por outro lado, o consumo excessivo de açúcar, gorduras, sal e álcool pode estar associado a sintomas mais intensos, incluindo inchaço e retenção de líquidos.3 

Como a resposta varia entre as mulheres, pode ser útil observar se determinados alimentos coincidem com a piora dos sintomas ao longo dos ciclos. 

A tensão pré-menstrual pode envolver sintomas físicos e emocionais que merecem cuidado quando atrapalham a rotina. 

A cólica menstrual, embora possa ocorrer no mesmo período, deve ser avaliada separadamente, especialmente quando é intensa, persistente ou diferente do habitual.  Para saber mais sobre opções de alívio da dor, acesse o site de Spidufen® e conheça as nossas formulações.

Referências

1. Tiranini, Lara; Nappi, Rossella. 2022. Recent advances in understanding/management of premenstrual dysphoric disorder/premenstrual syndrome. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9066446/ 

2. Modzelewski, Stefan et al. 2024. Premenstrual syndrome: new insights into etiology and review of treatment methods. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38716118/ 

3. Oboza, Paulina. 2024. Relationships between Premenstrual Syndrome (PMS) and Diet Composition, Dietary Patterns and Eating Behaviors. Disponível em: https://www.mdpi.com/2072-6643/16/12/1911 

4. American College of Obstetricians and Gynecologists. Dysmenorrhea: painful periods [Internet]. Disponível em: https://www.acog.org/womens-health/faqs/dysmenorrhea-painful-periods 

5. Cajaraville, Juan Pérez. 2021. Ibuprofen Arginate for Rapid-Onset Pain Relief in Daily Practice: A Review of Its Use in Different Pain Conditions. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33531831/   

6. Novalbos, Jesús; Santos, Francisco Abad. 2006. La arginina mejora la eficacia y seguridad del ibuprofeno. Publicado em Actualidad en farmacología y terapêutica. 

7. Cattaneo, Dario; Clementi, Emilio. 2010. Clinical pharmacokinetics of ibuprofen arginine. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20925647/   

8. Bula Spidufen®, Zambon Laboratórios Farmacêuticos Ltda 

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Spidufen® ibuprofeno arginina. Granulado sabor damasco para solução oral e comprimido revestido 770 mg (equivalente a 400 mg de ibuprofeno e 370 mg de arginina). Indicações: Alívio da dor leve ou moderada: cefaleia, nevralgias, dismenorreia (cólica menstrual), pós-cirúrgico dental e dores dentárias, musculares e traumáticas. Febre e tratamento sintomático da gripe. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista. Este medicamento não deve ser utilizado por menores de 12 anos sem orientação médica ou do cirurgião dentista. Registro MS.: 1.0084.0148 – (BPSSPIGRA770V6 e BPSSPICOM770V2).

SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. SPIDUFEN É UM MEDICAMENTO. SEU USO PODE TRAZER RISCOS. PROCURE O MÉDICO E O FARMACÊUTICO. LEIA A BULA.

Material produzido e distribuído com exclusividade pela Zambon Laboratórios Farmacêuticos Ltda. Julho/2026. BR-BR-SPID-3070-v1 

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