Crise de cefaleia: o que provoca e estratégias para controle imediato
A cefaleia é uma das queixas neurológicas mais frequentes. Entre suas formas primárias, a enxaqueca se destaca pelo impacto funcional: estima-se que afete cerca de 12% dos adultos, com maior prevalência em mulheres.1,2,3
A crise de cefaleia é uma das condições neurológicas mais frequentes. Estima-se que cerca de 12% dos adultos tenham enxaqueca, uma das principais formas de dor de cabeça.1
A seguir, entenda quais são as causas, os sintomas de cefaleia, diferenças entre tipos, gatilhos comuns e estratégias para manejo da dor de cabeça forte.
O que é uma crise de cefaleia?
A crise de cefaleia é um episódio agudo de dor na cabeça, que pode variar em intensidade e duração. Ela pode fazer parte de condições chamadas cefaleias primárias, como enxaqueca ou cefaleia tensional, sem causa estrutural identificável.1,2
Na prática clínica, a dor de cabeça é classificada como um sintoma neurológico frequente, podendo ocorrer isoladamente ou associada a outras manifestações, como náuseas e sensibilidade à luz.1
Como é uma crise de cefaleia?
Em geral, a crise de cefaleia envolve dor pulsátil ou pressão na cabeça, podendo ser leve, moderada ou intensa. Em casos de crise de enxaqueca, pode haver associação com sintomas como náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.1
A crise tem duração variável, podendo ser de algumas horas ou dias, e comprometer as atividades diárias.2
Qual a diferença entre cefaleia e enxaqueca?
Cefaleia é um termo amplo que inclui qualquer dor de cabeça. Já a enxaqueca é um tipo específico, caracterizado por dor moderada a intensa, frequentemente unilateral e associada a sintomas neurológicos.1
A crise de enxaqueca envolve mecanismos neurovasculares complexos, incluindo ativação do sistema trigeminovascular e modulação de vias inflamatórias e sensitivas. Esses mecanismos ajudam a explicar sintomas como dor pulsátil, náuseas e sensibilidade à luz e ao som .1
Saiba mais: Qual a diferença entre cefaleia e enxaqueca? Veja sintomas e causas
Quais são os principais tipos de cefaleia?
Os principais tipos de cefaleia incluem a tensional, enxaqueca e trigêmino-autonômicas. A cefaleia tensional é a mais comum e costuma causar um incômodo em pressão bilateral.2
Já a enxaqueca é mais incapacitante e pode ocorrer com ou sem aura. Também existem cefaleias secundárias, quando a dor é consequência de outra condição, como infecções, alterações vasculares, trauma, uso excessivo de medicamentos ou outras doenças que exigem investigação.1
Veja também: Dor de cabeça com aura: causas, gatilhos e como tratar
Quais são os gatilhos mais comuns para uma crise de dor de cabeça?
Em pessoas com enxaqueca, alguns gatilhos podem estar associados ao início das crises, como estresse, alterações no sono, jejum prolongado, mudanças hormonais, variações climáticas e estímulos sensoriais, como luz intensa. Esses gatilhos variam de pessoa para pessoa, por isso o acompanhamento dos episódios pode ajudar a identificar padrões individuais.3
Mudanças bruscas na rotina, alimentação irregular, desidratação e privação de sono também podem contribuir para crises em pessoas predispostas.1
Como aliviar uma crise de cefaleia?
Durante uma crise, medidas simples podem ajudar no conforto, como reduzir estímulos de luz e som, repousar, se possível, e manter a hidratação. Essas estratégias não substituem o tratamento indicado para cada tipo de cefaleia, mas podem complementar o manejo da dor.1
Para aliviar, analgésicos simples e anti-inflamatórios podem ser eficazes em crises leves a moderadas. Não esteroides podem ser eficazes em crises leves a moderadas, quando usados de forma adequada e respeitando contraindicações.2
Em crises recorrentes, intensas ou com sintomas neurológicos, a avaliação médica é essencial para definir o tratamento mais apropriado.2
Quais medicamentos são indicados para uma crise de dor de cabeça?
O remédio para crise de cefaleia inclui analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides (como ibuprofeno) e triptanos em casos mais intensos.1,3
O ibuprofeno arginina, como o Spidufen®, apresenta absorção mais rápida e boa tolerabilidade, contribuindo para alívio a partir de 5 minutos. O uso deve seguir a bula e considerar contraindicações individuais.4-7
Quando devo me preocupar e procurar um médico?
A dor é preocupante e demanda avaliação médica quando é súbita e intensa, apresenta piora progressiva ou está associada a sintomas neurológicos ou febre.1
Os sinais de alerta incluem alteração do padrão da dor, início após os 50 anos ou presença de déficits neurológicos.1
Como prevenir futuras crises de cefaleia?
A prevenção envolve identificar gatilhos, manter rotina de sono regular, hidratação e alimentação adequada. Algumas mudanças no estilo de vida podem reduzir a frequência e intensidade das crises.2
A orientação é evitar uso excessivo de medicamentos, pois o uso demasiado pode levar à dor de cabeça por abuso medicamentoso.1
Existem tratamentos de longo prazo para quem tem crises frequentes?
Sim, os pacientes com crises frequentes podem se beneficiar de terapias preventivas, incluindo medicamentos específicos e anticorpos monoclonais.2
Esses tratamentos reduzem a frequência e intensidade das crises, sendo indicados após avaliação médica individualizada.2
A crise de cefaleia pode impactar significativamente a qualidade de vida, mas há estratégias eficazes para controle e prevenção. Se você sofre com episódios frequentes, busque orientação médica e conheça opções no site de Spidufen®.
Referências
1. Tzankova, Velina; Becker, Werner; Chan, Tommy. 2023. Diagnosis and acute management of migraine. Disponível em:
https://www.ovid.com/journals/cmaj/fulltext/10.1503/cmaj.211969~diagnosis-and-acute-management-of-migraine
2. Headache Classification Committee of the International Headache Society (IHS). 2018. The International Classification of Headache Disorders – 3rd edition (ICHD-3). Disponível em: https://ichd-3.org/wp-content/uploads/2018/01/The-International-Classification-of-Headache-Disorders-3rd-Edition-2018.pdf
3. Ogunlaja, Oyindamola; Goadsby, Peter. 2022. Headache: Treatment update. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9830470/
4. Cajaraville, Juan Pérez. 2021. Ibuprofen Arginate for Rapid-Onset Pain Relief in Daily Practice: A Review of Its Use in Different Pain Conditions. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33531831/
5. Novalbos, Jesús; Santos, Francisco Abad. 2006. La arginina mejora la eficacia y seguridad del ibuprofeno. Publicado em Actualidad en farmacología y terapêutica.
6. Cattaneo, Dario; Clementi, Emilio. 2010. Clinical pharmacokinetics of ibuprofen arginine. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20925647/
7. Bula Spidufen®, Zambon Laboratórios Farmacêuticos Ltda. Disponível em: https://spidufen.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Bula-SPIDUFEN.pdf
Spidufen® ibuprofeno arginina. Granulado sabor damasco para solução oral e comprimido revestido 770 mg (equivalente a 400 mg de ibuprofeno e 370 mg de arginina). Indicações: Alívio da dor leve ou moderada: cefaleia, nevralgias, dismenorreia (cólica menstrual), pós-cirúrgico dental e dores dentárias, musculares e traumáticas. Febre e tratamento sintomático da gripe. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista. Este medicamento não deve ser utilizado por menores de 12 anos sem orientação médica ou do cirurgião dentista. Registro MS.: 1.0084.0148 – (BPSSPIGRA770V6 e BPSSPICOM770V2).
SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. SPIDUFEN É UM MEDICAMENTO. SEU USO PODE TRAZER RISCOS. PROCURE O MÉDICO E O FARMACÊUTICO. LEIA A BULA.
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