Dor de cabeça por vasodilatação: por que acontece e o que fazer?

A dor de cabeça por vasodilatação está associada à dilatação dos vasos sanguíneos cranianos, ativação do sistema trigeminovascular e liberação de mediadores inflamatórios, resultando em dor pulsátil e sintomas típicos da enxaqueca. Conhecer estratégias seguras de manejo é essencial para reduzir a frequência e intensidade das crises.1-3

A dor de cabeça por vasodilatação costuma estar associada à sensação pulsátil, desconforto intenso e impacto significativo na qualidade de vida.1,4

Estima-se que a enxaqueca, condição diretamente relacionada aos mecanismos vasculares e neuroinflamatórios, afete mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, sendo uma das principais causas de incapacidade.1

Para entender seus mecanismos e como lidar com o quadro, a seguir você irá conferir o que caracteriza a cefaleia por vasodilatação, como ela se desenvolve, os principais sintomas, causas e gatilhos, as estratégias de manejo e quando procurar ajuda médica.

O que é a dor de cabeça por vasodilatação?

A dor de cabeça por vasodilatação está relacionada ao aumento do diâmetro dos vasos sanguíneos cerebrais e meníngeos, o que ativa terminações nervosas do sistema trigeminovascular.1,2

Essa ativação libera mediadores inflamatórios que intensificam a percepção de dor.1,2

Antigamente, acreditava-se que a dilatação dos vasos era a principal causa da enxaqueca. Hoje, sabemos que ela faz parte de um processo mais complexo que envolve inflamação neurogênica, sensibilização central e liberação de neuropeptídeos, como o CGRP.2,3

Segundo a Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3), a dor de cabeça causada pela vasodilatação ocorre no contexto da enxaqueca e de algumas cefaleias secundárias induzidas por substâncias vasodilatadoras, como a nitroglicerina.3,4

Leia mais: Qual a diferença entre cefaleia e enxaqueca? Veja sintomas e causas

A vasodilatação pode causar dor de cabeça?

Sim, a vasodilatação pode causar dor de cabeça. Em determinados contextos, a dilatação dos vasos cranianos está diretamente associada ao surgimento da dor, especialmente quando estimulada por substâncias como o óxido nítrico e o CGRP.2,3

Estudos experimentais utilizaram nitroglicerina para compreender esse tipo de cefaleia, pois essa substância é um potente vasodilatador.3

Ao ser administrada em indivíduos suscetíveis, ela desencadeia crises típicas de enxaqueca com início tardio e sintomas semelhantes às crises espontâneas, demonstrando na prática que a vasodilatação associada à ativação neurogênica tem papel direto na geração da dor.3

Entretanto, a ciência atual mostra que não é apenas a dilatação isolada que gera dor, mas a combinação entre alterações no fluxo sanguíneo, inflamação neurogênica e hiperexcitabilidade dos neurônios sensoriais.1

Quais são as causas e os gatilhos do quadro?

As causas da dor de cabeça por vasodilatação envolvem a ativação do sistema trigeminovascular, com liberação de CGRP, substância altamente vasodilatadora e pró-inflamatória.1,2 

Esse mecanismo aumenta a permeabilidade vascular e intensifica a transmissão do desconforto. Entre os principais gatilhos alimentares, destacam-se:1,2

Esses itens podem promover liberação de óxido nítrico e facilitar a vasodilatação.1

Outros fatores são frequentemente relatados, como estresse, privação de sono, alterações hormonais, esforço físico intenso, jejum prolongado e exposição a luz intensa.1,4

Saiba mais: O papel da alimentação na redução de dores comuns

Quais são os sintomas da cefaleia vascular?

Os sintomas da cefaleia vascular estão, em grande parte, sobrepostos aos da enxaqueca.1,4 

A manifestação mais característica é a dor pulsátil, geralmente unilateral, de intensidade moderada a grave, que piora com atividades físicas rotineiras.1,4

Além do desconforto latejante, é comum o paciente apresentar sinais que refletem a ativação central das vias da dor, como náuseas, vômitos, sensibilidade à luz (fotofobia), sensibilidade a sons (fonofobia) e, em alguns casos, sensibilidade a cheiros.4

Embora incomuns, alguns pacientes relatam sintomas neurológicos transitórios, como alterações visuais, formigamentos ou dificuldades na fala, caracterizando a aura, que precede ou acompanha as crises.1,4

Quais são os sintomas da vasodilatação?

Quando a vasodilatação ocorre em conjunto com ativação neurogênica, há aumento da liberação de substâncias inflamatórias, o que explica por que esses sintomas podem evoluir para crises dolorosas típicas da enxaqueca.2

Há indícios de que esses sintomas ocorram antes da instalação completa do incômodo, funcionando como um marcador precoce da crise.3

Quais são as estratégias para alívio e tratamento?

O tratamento da cefaleia por vasodilatação envolve tanto abordagens farmacológicas quanto não farmacológicas. Os analgésicos comuns, como o ibuprofeno, são amplamente utilizados para redução da inflamação e alívio da dor durante as crises.5

O Ibuprofeno arginina apresenta início de ação mais rápido, devido à maior solubilidade e absorção acelerada e menos desconforto no trato gastrointestinal, o que favorece o alívio dos sintomas em menos tempo.6,7

Já os medicamentos específicos para enxaqueca, como os triptanos, agem promovendo vasoconstrição seletiva e bloqueando a liberação de CGRP, de forma eficaz na prevenção de crises moderadas a graves.1,2

Além dos medicamentos, medidas comportamentais têm papel fundamental, como a regulação do sono, alimentação equilibrada, hidratação adequada, prática de atividade física moderada e identificação dos gatilhos individuais para prevenção.1

Como desinflamar os vasos sanguíneos da cabeça?

Para reduzir a inflamação dos vasos é necessário o controle da inflamação neurogênica, que ocorre nas terminações nervosas associadas à dor.1,5 

Os anti-inflamatórios não esteroidais atuam bloqueando a produção de prostaglandinas, diminuindo o inchaço dos tecidos e a ativação das vias da dor.1,5

Os medicamentos que bloqueiam o CGRP ou seus receptores reduzem tanto a vasodilatação quanto a inflamação associada, sendo opções eficazes no manejo da enxaqueca.2

Além do tratamento medicamentoso, estratégias como compressas frias, repouso em ambiente escuro e silencioso e controle do estresse ajudam a modular a resposta inflamatória e diminuir a intensidade das crises.1

Quando procurar ajuda médica?

A maioria das crises de dor de cabeça por vasodilatação pode ser manejada com medidas simples e medicação adequada. No entanto, algumas situações exigem avaliação médica imediata, especialmente quando o incômodo surge de forma abrupta e intensa.4

O atendimento especializado é necessário se o desconforto for diferente do padrão habitual, estiver acompanhada de febre, rigidez de nuca, alterações neurológicas persistentes, confusão mental ou perda de consciência. Esses sinais podem indicar cefaleias secundárias potencialmente graves.4

Os pacientes que enfrentam crises frequentes, fazem uso excessivo de analgésicos para controle da dor ou sentem que o quadro causa impacto importante na qualidade de vida também devem buscar avaliação médica para investigação e ajuste de tratamento preventivo.1

Quando as crises de dor de cabeça se tornam frequentes, intensas ou passam a interferir de forma significativa na rotina, é essencial buscar avaliação profissional.1,4

O acompanhamento médico permite identificar o tipo de cefaleia, orientar o uso correto dos medicamentos e indicar estratégias seguras para controle da inflamação e da dor.1,4

Nesses casos, o ibuprofeno arginina, presente em Spidufen®, é uma opção amplamente utilizada no alívio de dores de cabeça com intensidade leve a moderada.5-8

O uso, principalmente para manejo de crises recorrentes, deve seguir as orientações da bula e a recomendação de profissionais de saúde, especialmente em pessoas com outras condições clínicas. Saiba mais no site de Spidufen® 770mg.5-8

Referências

  1. Frimpong-Manson K, et al. Advances in understanding migraine pathophysiology: a bench to bedside review of research insights and therapeutics. Front Mol Neurosci [Internet]. 2024 [citado 2026 jan 6]. Disponível em: https://www.frontiersin.org/journals/molecular-neuroscience/articles/10.3389/fnmol.2024.1355281/full
  2. Wattiez AS, et al. Calcitonin gene-related peptide (CGRP): role in migraine pathophysiology and therapeutic targeting. J Headache Pain [Internet]. 2021 [citado 2026 jan 6]. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7050542/
  3. Sureda-Gibert P, et al. Nitroglycerin as a model of migraine: clinical and preclinical review. J Headache Pain [Internet]. 2022 [citado 2026 jan 6]. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10039393/
  4. Headache Classification Committee of the International Headache Society (IHS). The international classification of headache disorders, 3rd edition (ICHD-3). Cephalalgia [Internet]. 2018 [citado 2026 jan 6]. Disponível em: https://ichd-3.org/wp-content/uploads/2018/01/The-International-Classification-of-Headache-Disorders-3rd-Edition-2018.pdf
  5. Cajaraville JP. Ibuprofen arginate for rapid-onset pain relief in daily practice: a review of its use in different pain conditions. J Pain Res [Internet]. 2021 [citado 2026 jan 6]. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33531831/
  6. Novalbos J, Abad Santos F. La arginina mejora la eficacia y seguridad del ibuprofeno. Actualidad en Farmacología y Terapéutica. 2006.
  7. Cattaneo D, Clementi E. Clinical pharmacokinetics of ibuprofen arginine. Clin Pharmacokinet. 2010 [citado 2026 jan 6]. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20925647/
  8. Zambon Laboratórios Farmacêuticos Ltda. Spidufen®: bula do medicamento [Internet]. 2024 [citado 2026 jan 6]. Disponível em:https://spidufen.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Bula-SPIDUFEN.pdf

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