Cólica Menstrual
O que é cólica menstrual?
Trata-se de um dos problemas que mais afetam as mulheres em idade fértil. Também é uma das causas mais comuns de dor pélvica.1
Dismenorreia é o termo científico para a cólica menstrual.2 Essa dor geralmente afeta a parte inferior do abdômen e pode irradiar também para as costas, coxas e pernas.2
Em alguns casos, essa cólica pode acontecer mesmo na ausência de menstruação, como na síndrome pré-menstrual.2
Sua prevalência estimada varia de 45% a
93% das mulheres em idade reprodutiva e as adolescentes apresentam as maiores taxas de dismenorreia.2
A intensidade e a duração da cólica menstrual podem variar de um ciclo para outro e de acordo com o perfil de cada mulher.2

Tipos de cólica
- Dismenorreia primária: dor menstrual sem uma causa ginecológica identificável. Normalmente começa 6 a 12 meses após a menarca (primeira menstruação). 2
- Dismenorreia secundária: dor menstrual associada a uma patologia pélvica subjacente, como endometriose, adenomiose ou miomas. Em geral, ocorre 12 meses após o estabelecimento do ciclo menstrual e, mais provavelmente, associase a dor pélvica crônica, dor no meio do ciclo, dispareunia e sangramento menstrual irregular.2
O que causa a cólica menstrual
Dismenorreia Primária
Entre as causas de dismenorreia primária, está a superprodução de prostaglandinas (moléculas que contribuem para o aparecimento de dor e inflamação) no endométrio, que é a parede interna do útero. Isso pode levar à contração excessiva dos músculos uterinos, que causa um aumento na intensidade da dor.2
Dismenorreia Secundária
As causas podem ser múltiplas. Elas incluem:
- Endometriose: a principal causa de dismenorreia secundária, afeta principalmente mulheres entre 25 e 29 anos, devido ao acúmulo anormal de células endometriais fora do lugar.2
- Miomas uterinos: tumores benignos que se desenvolvem no útero, causando uma menstruação dolorosa.2
- Doença inflamatória pélvica: infecção do colo uterino causada por bactérias.2
- Adenomiose: espessamento das fibras musculares uterinas que torna o período menstrual doloroso.3
- Presença de um dispositivo contraceptivo intrauterino: pode induzir uma dor menstrual intensa, especialmente nos primeiros meses imediatamente após a sua aplicação.2

Fatores de risco para cólicas menstruais2
- Índice de massa corporal (IMC) baixo
- Menarca precoce (antes dos 12 anos)
- Prolongamento do intervalo das menstruações
- Prolongamento da duração das menstruações
- Fluxo menstrual abundante
- Síndrome pré-menstrual
- Antecedentes de abuso sexual
- Tabagismo
Sintomas
Dismenorreia Primária
A dor pode irradiar para as coxas ou as costas e, em geral, apresenta-se no início do fluxo menstrual ou um a dois dias antes da descida menstrual.Podem acompanhar a dor2:
- Dor de cabeça
- Náusea
- Vômito
- Edema
Dismenorreia Secundária2
Quando suspeitar de dismenorreia secundária
Deve-se considerar essa hipótese se a paciente apresentar:
- Dismenorreia grave logo após a menarca
- Piora progressiva da dor ao longo do tempo
- Sangramento uterino anormal, como:
- Fluxo menstrual muito intenso
- Sangramento irregular
- Dor:
- No meio do ciclo
- Acíclica (sem relação com o ciclo)
- Infertilidade
- Falta de resposta ao tratamento médico empírico
- História familiar de endometriose
- Anomalias congênitas:
- Renal
- Coluna vertebral
- Cardíaca
- Gastrointestinal
- Dispareunia (dor na relação sexual)
Outros pontos importantes na avaliação
- Verificar se a dor tem relação com atividade sexual
- Investigar história prévia de IST (infecção sexualmente transmissível)
- Perguntar sobre abuso físico ou sexual
Como tratar a cólica menstrual2-4
Na dismenorreia primária, é aconselhável tomar um medicamento analgésico ou anti-inflamatório.1
Os anti-inflamatórios não esteroidais são a primeira linha no tratamento da dismenorreia primária. Caso não haja resposta clínica, causas de dismenorreia secundária deverão ser investigadas.4
Alternativas não farmacológicas para lidar com um ciclo menstrual doloroso4
Para aliviar ou prevenir os sintomas de um ciclo doloroso, é aconselhável:
- Consumir alimentos ricos em vitamina D e ômega 3: como frutas, legumes, peixe e ovos.
- Não fumar: pois o tabagismo é um dos fatores de risco de dismenorreia.
- Praticar atividades físicas regularmente: o exercício, mesmo durante a menstruação, ajuda a reduzir a gravidade dos sintomas associados ao ciclo.
- A acupuntura demonstrou contribuir para lidar melhor com a dismenorreia.
- Aquecer a região do abdômen inferior: usar bolsas térmicas, uma garrafa de água quente, ou uma toalha aquecida, pode ser eficaz para reduzir a dor.
Se o ciclo menstrual causar dor intensa e persistente, marque uma consulta com o seu clínico geral ou ginecologista.
Cada tipo de dor possui
características diferentes.
Entenda melhor a dor
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